Necessidades e Cuidados 

 

 

 

Solo

 

       As suculentas, de maneira geral, preferem solos ricos e bem drenados. Nunca se deve misturar areia fina

 

(principalmente as que têm silte junto), no substrato preparado para as suculentas, porque "soca" demais. Devemos

 

usar uma fibra natural (pó de xaxim de áreas autorizadas pelo IBAMA), casca de pinus, pedrisquinhos (como o que

 

sobra da peneiragem da areia lavada grossa). Normalmente misturamos um substrato comprado no mercado de

 

firma idônea, com a fibra e um pouco de terra vermelha de subsolo de barranco. No plantio acrescentamos uma

 

fonte de fósforo e depois fazemos adubações de cobertura com adubos ricos em potássio. Eu, particularmente prefiro

 

não usar nenhum produto orgânico para evitar possíveis contaminações.

 

 

Luminosidade 

 

       É um dos grandes segredos do sucesso no cultivo das suculentas. Normalmente todas elas gostam de muita luz e 

 

morrem ou se descaracterizam na falta dela. Nós fazemos uma classificação que orienta nossos clientes sobre a 

 

quantidade de luz necessária para o bom desenvolvimento da sua planta dividindo as em: Verdes (ex. Zamioculcas,

 

Rhipsalis, Hatiora, Gasteria e Haworthias) precisam de muita luz, mas não de sol diretamente.

 

Amarelas (ex. Echeverias, Crassulas) precisam de luz pelo menos uma parte do dia. Vermelhas (ex. Kalanchoe

 

tyrsifolia, Crassula capitela) precisam de sol pleno o dia todo. Além da importância para a planta se manter saudável

 

e colorida, 95% do alimento das plantas vem do sol através da fotossíntese. 

 

 

Irrigação 

 

       Este é outro ponto crítico no cultivo de suculentas. É mais fácil você perder sua plantinha por excesso de água do que por falta

dela. Antão espere a terra estar bem seca para voltar a regar a sua planta. A regra básica é regar abundantemente uma vez por

semana no verão e de 15 em 15 dias no inverno (ou no verão se o tempo estiver chuvoso ou nublado). Deve-se molhar como uma

"tempestade", inclusive folhas e tudo. Não tem problema! Não se deve "borrifar" água, que aumenta a umidade relativa do ar

em volta da planta, nem usar prato sob o vaso. É importante colocar brita, cacos de cerâmica ou argila expandida no fundo dos

vasos, antes de colocar a terra, para facilitar a drenagem do excesso de água. Outra coisa interessante é colocar pedrinhas na

superfície do vaso, o que faz com que a água passe por aquele espaço sem se acumular, indo direto às raízes. Isto evita muito o

apodrecimento do colo da planta (pescoço), parte muito sensível. Vale lembrar que toda regra tem exceção. Vasos expostos ao sol

direto e/ou vento necessitam de mais água que outros mais protegidos. 

Também há alguns cactos de mata Atlântica, como os Rhipsalis, que gostam de regas mais frequentes.

 

 

Adubação

 

      A adubação deve ser feita periodicamente, sem exageros, principalmente de Nitrogênio, para evitar que a planta cresça muito

verticalmente (estiole). O Nitrogênio é encontrado em grande quantidade nos húmus, terra vegetal, estercos, torta de mamona então

deve-se ter cuidado com o uso desses produtos na mistura de plantio. Calcário, farinha de osso, calcário de conchas fornecem Cálcio

Fósforo para as plantas e elevam o pH da mistura. Mistura com o pH muito alto favorece o aparecimento das bactérias (podridões).

Após o plantio das mudas em vasos, deve-se reduzir a adubação até o vaso "firmar". Se você quiser manter a planta num vaso por

mais tempo, não adube em excesso, para que as plantas "se comportem", não precisando trocá-las para vasos maiores com muita

frequência.