13/12/2017

Necessidades e Cuidados das Suculentas

Solo

As suculentas, de maneira geral, preferem solos ricos e bem drenados. Nunca se deve misturar areia fina (principalmente as que têm silte junto), no substrato preparado para as suculentas, porque "soca" demais. Devemos usar a perlita que que parecem uns flocos, são muito leves e garantem uma ótima drenagem para as suculentas. Devemos usar em média 20%, podendo usar mais ou menos dependendo da espécie. Podemos usar também casca de pinus, pedrisquinhos (como o que  sobra da peneiragem da areia lavada grossa). Normalmente misturamos um substrato comprado no mercado de firma idônea, com a perlita, casca de pinus e um pouco de terra vermelha de subsolo de barranco. No plantio acrescentamos uma fonte de fósforo (por exemplo, o superfosfato simples) e depois fazemos  adubações de cobertura com adubos ricos em potássio. Eu, particularmente prefiro não usar nenhum produto orgânico para evitar possíveis contaminações.

Luminosidade 
 
É um dos grandes segredos do sucesso no cultivo das suculentas. Normalmente todas elas gostam de muita luz e morrem ou se descaracterizam na falta dela. Nós fazemos uma classificação que orienta nossos clientes sobre a quantidade de luz necessária para o bom desenvolvimento da sua planta dividindo as em: 
Verdes (ex. Zamioculcas, Rhipsalis, Hatiora, Gasteria e Haworthias)
precisam de muita luz, mas não de sol diretamente.
 
Amarelas (ex. Echeverias, Crassulas) 
precisam de luz pelo menos uma parte do dia.

Vermelhas (ex. Kalanchoe tyrsifolia, Crassula capitella)
precisam de sol pleno o dia todo.

Além da importância para a planta se manter saudável  e colorida, 95% do alimento das plantas vem do sol através da fotossíntese. 

 

Irrigação 
 
Este é outro ponto crítico no cultivo de suculentas. É mais fácil você perder sua plantinha por excesso de água do que por falta dela.

Então espere a terra estar bem seca para voltar a regar a sua planta. A regra básica é regar abundantemente uma vez por semana no verão e de 15 em 15 dias no inverno (ou no verão se o tempo estiver chuvoso ou nublado).
Deve-se molhar como uma "tempestade", inclusive folhas e tudo. Não tem problema!

Não se deve "borrifar" água, que aumenta a umidade relativa do ar em volta da planta, nem usar prato sob o vaso. É importante colocar brita, cacos de cerâmica ou argila expandida no fundo do vasos, antes de colocar a terra, para facilitar a drenagem do excesso de água. Outra coisa interessante é colocar pedrinhas na superfície do vaso, o que faz com que a água passe por aquele espaço sem se acumular, indo direto às raízes. Isto evita muito o
apodrecimento do colo da planta (pescoço), parte muito sensível.

Vale lembrar que toda regra tem exceção. Vasos expostos ao sol direto e/ou vento necessitam de mais água que outros mais protegidos. 
Também há alguns cactos de mata Atlântica, como os Rhipsalis gostam de regas mais frequentes.

Adubação

A adubação deve ser feita periodicamente, sem exageros, principalmente de Nitrogênio, para evitar que a planta cresça muito verticalmente (estiole). O Nitrogênio é encontrado em grande quantidade nos húmus, terra vegetal, estercos, torta de mamona entãodeve-se ter cuidado com o uso desses produtos na mistura de plantio. Calcário, farinha de osso, calcário de conchas fornecem Cálcioe Fósforo para as plantas e elevam o pH da mistura. Mistura com o pH muito alto favorece o aparecimento das bactérias (podridões). Após o plantio das mudas em vasos, deve-se reduzir a adubação até o vaso "firmar".

Se você quiser manter a planta num vaso por mais tempo, não adube em excesso, para que as plantas "se comportem", não precisando trocá-las para vasos maiores com muita frequência.

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